02 abril 2026

Dia Mundial de Conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA)



Hoje, 2 de abril, é o Dia Mundial de Conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), data instituída pela ONU.

O TEA não é uma doença, mas uma forma diferente de ver e sentir o mundo. Para marcar este mês de conscientização, recomendamos uma leitura transformadora: “Passarinha”, de Kathryn Erskine, publicado pela Editora Valentina.

A história de Caitlin nos mostra que, mesmo quando o mundo parece confuso e sem cores, a amizade, o amor e o respeito podem criar laços poderosos. A obra não trata apenas do autismo; fala sobre como cada um de nós é uma peça única e fundamental no quebra-cabeça da vida.

Vamos usar este mês para abrir nossos corações e mentes para a inclusão!

Deslize para o lado e confira os detalhes!


09 março 2026

[DICA DE LEITURA] Gato em teto de zinco quente | Melinda Metz | Tradução: Giu Alonso | @editorarecord | Páginas: 336 | Ano: 2025



Boa noite, amorecos! Cadê os fãs de gatinhos por aqui?

Hoje a minha indicação é a obra “Gato em Teto de Zinco Quente” e eu espero que vocês curtam!

Sinopse:

MacGyver é um gato tigrado adorável e sagaz com tendências criminosas que está sempre envolvido em confusão. Mas, quando ele encontra uma ninhada de quatro filhotinhos abandonados, percebe que tem um grande problema em suas patinhas. Mac não vê alternativa a não ser cuidar ele mesmo daquelas bolinhas de pelos fofinhas... bom, pelo menos até que consiga arrumar um humano para cada um deles.

Essa não será, porém, uma tarefa fácil. Mac é o principal suspeito de uma série de roubos que está acontecendo no Condomínio Conto de Fadas. Preocupados, seus amados humanos o prenderam em casa e o vigiam dia e noite. Como se isso fosse impedir Mac de dar seus rolês por aí...

Com quatro boquinhas para alimentar e dois policiais das redondezas em seu encalço, Mac precisa dar um jeito de se escapar dessa situação – e a única maneira de tirar o foco dele é encontrando o verdadeiro ladrão. Só que, antes, o cupido que mora nele precisa fazer um servicinho, já que há um forte cheiro de romance no ar. Um dos policiais está caidinho por uma aspirante a atriz que acabou de se mudar para o condomínio. E, ao que tudo indica, a parceira dele também foi fisgada pela paixão. Com a ajuda dos adoráveis filhotinhos, Mac tem certeza de que o amor vencerá. Afinal de contas, roubar corações e encantar pessoas é o que ele faz de melhor.

—😻—

Neste livro, Melinda Metz nos apresenta protagonistas felinos muito mais espertos que os humanos ao redor (e, convenhamos, os gatos geralmente são assim mesmo!).

É o “confort book” perfeito para quem ama pets e um bom mistério sendo desvendado.

Gostaram da indicação?

06 março 2026

[RESENHA] A Paixão de Schrödinger: Amor é o que você observa | @nala.macallan | Páginas: 254 | Ano: 2025



Eu jamais imaginei que pudesse ficar tão centrada em uma narrativa sobre física quântica, mas em “A Paixão de Schrödinger”, a ciência se humaniza e compreendemos os conceitos de uma forma singular. O livro nos faz refletir sobre a nossa própria existência; esse encontro entre ciência e sentimento é tão profundo que apenas a leitura permite, de fato, OBSERVAR os resultados.

Trata-se de um thriller psicológico brutal, com sentimentos latentes e temáticas que exploram os confins da mente humana. Para o observador atento, o Universo parece pequeno.

Lucas, o protagonista, é um físico que chega ao fundo do poço após um relacionamento repleto de farsas e mentiras com a narcisista Ane. Ele descreve com propriedade a “autópsia do amor” e o que restou dele. No entanto, fica a dúvida: o que é verdade e o que é ilusão? Não se pode confiar totalmente no narrador, pois ele é uma verdadeira Caixa de Pandora.

Ane é a personificação do narcisismo: uma mentirosa nata e mestre no gaslighting. Ela faz Lucas duvidar da própria percepção da realidade antes de abandoná-lo completamente destruído. É um relacionamento tóxico que desintegra até a matéria humana.

“Certas histórias não precisam ser inventadas. Elas apenas precisam ser contadas. Essa é uma delas.”

Diante de sua lucidez (ou paranoia), Lucas cria a IA-ANE e a IA-Lucas. Seria este um experimento revolucionário ou o epitáfio de um sentimento?

Nala Macallan construiu uma história baseada em fatos com uma genialidade admirável. Tornei-me fã, pois humanizar números, códigos, átomos, volume e pressão não é tarefa fácil; exige uma habilidade literária rara. Além disso, o glossário é uma verdadeira aula, com um show de cultura!

“Ane é o trauma. A paixão é sobre o livro. Ele sempre esteve dentro de você, super exposto. Ane foi o gatilho.”

É preciso ler com atenção redobrada: a narrativa espalha pistas cruciais para desbloquear o código de acesso do QR Code. O capítulo Minus One – Wave Function Collapse é simplesmente perfeito e revelador.

Apenas leiam e observem!

03 março 2026

[RESENHA] Sanduíche | @catherinewman | @nversos | Tradução: Carolina Simmer | Páginas: 228 | Ano: 2025 | Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️



A obra “Sanduíche” é um convite para todas as mulheres que estão no centro da vida. Mulheres 50+ se identificarão com os dilemas da protagonista e serão levadas a repensar a própria jornada: até que ponto vale a pena se cobrar tanto?

Na história, conhecemos Rachel (Rocky), que está na casa dos 50 anos. Há duas décadas, ela passa os verões com a família em Cape Cod, mas, com o passar do tempo, percebe que não pode mais ignorar certas questões pessoais e familiares. Desta vez, Rocky viaja com o esposo, os filhos adultos e os pais idosos. É nesse cenário que acontece, gradualmente, uma ressignificação de sua vida e de sua percepção sobre o tempo.

Rocky vive um casamento morno e carrega a culpa por decisões passadas. Ela lida com a autocobrança para acompanhar a trajetória dos filhos, o peso de cuidar dos pais frágeis e, como se não bastasse, enfrenta a menopausa e a montanha-russa das alterações hormonais.

“Minha raiva é como uma caneta que estoura no bolso dele; quando menos se espera, suja mãos, boca.”

A escritora best-seller Catherine Newman criou uma narrativa acidamente dócil. Na mesma proporção em que os diálogos são bem-humorados, as reflexões são profundas, fazendo com que mulheres maduras se sintam reais em suas dores, conflitos, anseios e no sentimento de estarem perdidas diante da passagem do tempo.

“Há feridas que nunca cicatrizam, por mais que o tempo passe.”

As questões geracionais encurralam a protagonista: ela não sabe como acompanhar os filhos que já cresceram, nem como lidar com a finitude dos pais. Rachel sente-se como o próprio sanduíche, sendo o recheio pressionado entre duas fatias.

Quantas de nós já não nos sentimos assim no dia a dia? Atropeladas pelas funções de “superesposa”, “superfilha” e “superamiga”, exercendo uma maternidade que parece ignorar que os filhos cresceram.

Homens, leiam também. Esta obra é fundamental para entender que até a “Mulher-Maravilha” tem seus dias ruins. Super recomendado!