13 agosto 2020

[Resenha] Talvez Você Deva Conversar Com Alguém | Lori Gottlieb | Editora Vestigio


Lori Gottlieb fica sem chão após seu namorado terminar o relacionamento alegando não querer viver ao lado de uma criança. A justificativa lhe parece tão ridícula que ela não consegue lidar com esse término. Após, semanas de sofrimento, ela aceita o conselho de sua amiga e procura a ajuda de um terapeuta.

"Uma das coisas que me surpreenderam como terapeuta era a frequência com que as pessoas queriam que lhes dissessem o que fazer, como se tivesse a resposta certa, ou como se existissem respostas certas ou erradas."

Na obra em questão, a autora Lori Gottlieb, se torna um personagem e nos conta toda a história da sua vida e a relação com a terapia.

A cada capítulo desta obra a autora nos conta uma passagem da sua vida, o vínculo com os pacientes e como eles buscam as respostas para os seus problemas. Cada paciente de Lori tem seu próprio drama pessoal, alguns mais sérios que outros, mas todos eles precisam muito de sua ajuda. E essa ajuda em muitos momentos se torna mútua, pois Lori aprende e entende a si mesma através deles.

"Um terapeuta deve ser um receptáculo para a esperança que uma pessoa deprimida ainda não pode conter, e eu não estava vendo muita esperança ali."

Tudo para nós leitores é uma análise e nos faz pensar em como levamos a vida. Todos precisamos de ajuda e muita vezes nem percebemos disso. É muito estranho pensar que um terapeuta também precisa de ajuda profissional, mas enquanto profissional da área sei da importância de conversar com alguém e Lori nos mostra que até mesmo ela tinha essa necessidade.

A leitura realmente é incrível e emocionante. Fiquei muito surpresa, pois não esperava gostar tanto. Essa é uma leitura de puro autoconhecimento, sobre a importância de saber ouvir e ser ouvido.

Me digam nos comentários se já leram esse livro e se pensam em fazer terapia. Confesso que me bateu uma imensa saudade de estar no consultório! O ato de poder ouvir e ajudar confortando é único!

Lori Gottlieb é uma escritora e psicoterapeuta americana, que escreve a coluna semanal de conselhos "Caro terapeuta" para o The Atlantic.

10 agosto 2020

[Resenha] Os últimos jovens da terra: o rei dos pesadelos | Max Brallier | Faro Editorial |Selo Milk Shakespeare

 

O terceiro volume da série “Os últimos jovens da terra” nos conta a história depois que o planeta foi invadido por monstros e zumbis. Jack se une aos seus três amigos para encarar o apocalipse e batalha é sensacional. Jack e os amigos têm certeza que são os únicos seres humanos que sobreviveram ao apocalipse dos monstros, mas leia e se surpreenda com o que irá acontecer. A série é um sucesso da Netflix e todos que assistem ficam ansiosos por mais episódios.

Neste livro Max Brallier está ainda melhor e a narrativa muito engraçada. As aventuras de Jack e seus amigos são hilárias. Morro de rir com as invenções, com os nomes dados as coisas e os jogos que eles criaram são espetaculares. Uma mente brilhante o autor tem.

“Não é como um gole grande em um refrigerante. Engulo em seco forte, como se estivesse engolindo uma bola de tênis.”

As ilustrações de Douglas Holgate são sensacionais e posso dizer que a cada novo volume se torna melhor. Leva o leitor a participar das aventuras, a imaginar cada situação e sorrir muito.

“E além de tudo...a visão foi boa. Tive uma visão do futuro (sei que isso parece loucura, mas o mundo está louco agora!), e esse futuro era muito bom. Estávamos a salvo! Meus amigos monstros estavam seguros! Portanto, não há nada a temer.”

Jack se vê em uma espécie de transe e começa receber do gigante “Rei Monstro Alado” que mostra para o jovem, coisas relacionadas ao futuro e ele teme pelos seus amigos. Então, Jack tenta fazer com que os seus amigos se divirtam de todas as formas possíveis, pois ele fica com medo de ficar sozinho no mundo.

O humor do escritor está presente em todas as situações e nas mais densas é possível sentir a leveza com que ele consegue expressar todos os sentimentos dos personagens.

“Preciso esclarecer algo: não sou treinado para ser aventureiro. Eu sempre sonhei em ser um, com certeza. Da mesma forma que você pode sonhar em ser um jogador de futebol, mesmo que você não seja qualificado de forma alguma para ser um jogador de futebol... E nesse mesmo sentido, eu não estou qualificado de jeito nenhum para lidar com ficar pendurado pelas garras de um monstro voador.”

Eu super indico a obra para todas as pessoas, pois o humor e a diversão serão encontrados em todas as páginas! Leiam!








09 agosto 2020

[Resenha] Jogo de Sedução | Nora RobertS | Harlequin Books

 
Serena MacGregor é inteligente, linda e não tem medo de deixar o conforto que sua família pode lhe oferecer para descobrir seu caminho e objetivos. Por isso, ela decidiu colocar todas as suas infinitas opções para trabalhar como croupier a bordo do Celebration.

"A próxima aventura está sempre logo ali esperando por você. Não saber o que era só tornava a busca mais intrigante."

Justin Blade venceu todas as probabilidades que a vida impusera a ele. E foi bem sucedido, pois agora possui seus hotéis e cassinos. Ele sabia exatamente o que queria ao se aproximar da mesa de BlackJack que Serena comandava.

"Eu já dei as cartas e as probabilidades são sempre a favor da casa."

Neste livro, apesar de poucas páginas, vemos a marca registrada da autora. Família, romance, cenas engraçadas e outras de tirar o fôlego! O primeiro romance da família MacGregor é um livro clássico da Nora e uma das principais obras responsáveis por alavancar a carreira da autora.

 
 
Os personagens principais têm personalidades fortes e marcantes. São decididos e isso garante aquele atrito que antecede a paixão e, que adoramos acompanhar. Ao nos apresentar a família de Serena, Nora já nos deixa com aquele gostinho de quero mais para conhecer os irmãos da família! A leitura é super fluída e rápida, daquelas que te envolvem do começo ao fim... Ótimas para curar uma ressaca literária.

"Apostadores acreditam no destino."

Eleanor Marie Robertson nasceu em 10 de outubro de 1950 em Silver Spring no estado de Maryland nos EUA. Uma escritora insaciável e metódica já escreveu mais de 200 romances com diversas nuances como fantasia e suspense.
Me contem nos comentários se já leram as obras da Nora Roberts e qual a preferida de vocês?

05 agosto 2020

[Resenha] Além do que se vê | Sheila Guedes

RESENHA POR CHIHIRO_LITERARY

Aos vinte anos, Kalina viaja pela primeira vez para visitar a sua melhor amiga, mas na verdade ela está sendo sequestrada por uma grande organização de tráfico de mulheres para a prostituição.

"Sou prostituta em Madri.
Fui vendida e negociada em um leilão, onde minha virgindade alcançou um alto preço e me transformou na sombra da mulher que um dia desejei ser.
Jamais poderei colar todos os cacos que compõem minha trajetória em todo esse tempo de dor e sofrimento.
Me chamo Kalina, e está é a minha história."

Essa história foi angustiante do começo ao fim. Até o final da obra eu já ficava esperando que algo ruim acontecesse. Acho que nós estamos tão condicionados a maldade humana que já não nos surpreendemos quando nos fazem algo ruim. Estamos ficando realmente desacreditados e pessimistas.

A obra vai mostrar a trajetória de uma mulher sequestrada e obrigada a se prostituir por uma grande quadrilha internacional.  Vemos aqui como ela foi sequestrada e até como ela conseguiu lidar com isso para dar a volta por cima.

Eu sinceramente, não teria a metade da força dela. Acredito que eu teria sucumbido logo no começo, é terrível ler todas as passagens e saber de tudo que ela passou. Pior é saber que isso acontece a todo instante e, que neste momento, caro leitor, alguma mulher está passando pela mesma situação.


Eu morro de medo de viajar, de ter contato com desconhecidos, pois sei da maldade humana. E sei também que infelizmente, nós mulheres, ainda somos tratadas como objetos. Acho que esse livro é daqueles que  necessitamos ler, pois nos abrem os olhos. Espero que todos tenham a oportunidade de ler essa obra. E quem já leu, por favor me conte nos comentários o que sentiu durante essa leitura.
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"Existem aquelas mulheres que acham que não são vítimas. Que mentem para si mesmas. Que fingem que não dói ser descartadas e ignoradas pelo mundo. Existem mulheres que juram que ser prostituta não dói. Mas não é verdade. Não importa se você foi traficada como eu, ou se escolheu vir por livre e espontânea vontade exercer a prostituição. Como você chegou até aqui, realmente não importa. O que deve importar é a liberdade de escolher ser quem é."

Sheila Guedes é uma paraibana, casada com seu melhor amigo, mãe de três filhos e leitora compulsiva. Pedagoga e historiadora por profissão, escritora por paixão. Chocólatra assumida, ama viajar, fotografar e passar seu tempo livre na companhia da sua família e seus cachorros.