16 maio 2026

[RESENHA] O dia em que Eva decidiu morrer: Uma reflexão sobre autodeterminação e direitos de fim de vida | @adrianosilva29 | @editoravestigio | Páginas: 224 | Ano: 2025 | Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️



 Vamos de tema polêmico? O que fazer quando viver se torna um martírio? A obra “O dia em que Eva decidiu morrer” nos leva a inúmeras reflexões e nos apresenta histórias reais de pessoas que tiveram acesso à m0rt3 voluntária assistida (MVA).
Lembrando que, no Brasil, o Código Penal proíbe tal prática. No entanto, temos a ortotanásia, que é a decisão de limitar ou suspender tratamentos médicos em doentes terminais, sem possibilidade de cura, permitindo que a m0rt3 ocorra naturalmente.


Uma das histórias narradas na obra é a da brasileira Eva, que sofreu um AVC gravíssimo (sem chances de recuperação) e decidiu viajar para a Suíça para exercer seu direito de m0rr3r dignamente. Já sabemos que essa temática envolve diversas questões — religiosas, éticas, morais, familiares e emocionais. Um debate que gera muitos conflitos, concordam?


“A dor de ter de existir daquele jeito. Uma condição que, ficava cada vez mais claro, seria muito difícil reverter.”



 O escritor Adriano Silva foi cirúrgico ao escrever a obra. Ele fez um belíssimo trabalho a partir do relato do filho de Eva, os dilemas, os bastidores e toda a carga emocional envolvida nessa difícil escolha. Um tema sensível, abordado com maestria por Silva. Adorei conhecer como funciona a MVA pelo mundo e as diferentes legislações existentes.

 As histórias contadas no livro são importantes para nos fazer refletir sobre os direitos de fim de vida.

 Não é um livro sobre julgamento, e sim sobre o poder de decisão do ser humano. Eu creio que o Brasil precisa abrir um amplo debate sobre o tema, com muita transparência, dignidade, leis firmes e cautela.

 E você, qual a sua opinião sobre a abordagem do livro? Acha que as leis brasileiras deveriam incluir esse direito?