11 dezembro 2021

[RESENHA] Tem alguém na sua casa | @naturallystephperkins | @intrinseca | Páginas: 320 | Ano: 2021 | Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️


 
A obra “Tem alguém na sua casa” é uma junção de terror e romance num alucinado thriller. Ela nos conta a história da notícia de um assassinato, no interior de Nebraska. A morte da jovem Haley Whitehall causa pânico nos moradores em geral. Do outro lado temos Makani Young que mora com sua avó e guarda segredos sombrios. Diante dos crimes ocorridos com colegas da escola, ela resolve trilhar uma busca alucinante pelo assassino. Será que Makani irá ter sucesso em sua busca ou se tornará a próxima vítima?

Eu não conhecia a escrita de Stephanie Perkins e achei bem interessante a forma na qual ela construiu toda a narrativa. Um thriller intenso e com algumas reviravoltas maravilhosas. O livro “Tem alguém na sua casa” deu origem à produção da Netflix, que homenageia os filmes de terror da década de 1990, Pânico e Eu sei o que vocês fizeram no verão passado. Vocês já assistiram?

Perkins construiu personagens distintos e apesar da adolescência são ímpares. Cada um possui sua forma de ser e seus mistérios. Foi interessante a autora nos revelar quem era o assassino mais ou menos no meio da obra e o fato não tirou o brilho da narrativa. Eu diria que a jovem Makani é muito corajosa ou bem louca, pois ela se meteu em várias situações alucinantes.

“Makani abraçou o próprio corpo. Matt também estaria naquela pilha de fotos ou em um arquivo separado? A brutalidade do crime a deixou atordoada. Uma pessoa se esgueira para dentro da casa de Haley e a assassinara em sua própria cama.”

O filme é bem diferente do livro e eu li muitas críticas negativas sobre ele. Um filme de thriller adolescente, com o enredo sem atrativos e personagens sem brilho. Já o livro consegue prender a atenção do leitor e nos leva a tentar compreender os reais motivos do criminoso. Não achei os motivos fortes o suficiente, mas quem sou eu para estar na mente de um psicopata, né?

Stephanie Perkins escreve livros para todos que são jovens de coração. Best-seller do The New York Times.

A edição da obra está linda e acompanha uma maravilhosa jacket com a capa do filme. Já conheciam?



10 dezembro 2021

[RESENHA] Pequena coreografia do adeus | @alinebei | @submarino | @companhiadasletras | Páginas: 264 | Ano: 2021 | Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️


 
A obra “Pequena coreografia do adeus” da escritora premiada Aline Bei nos conta a história de Júlia e da relação complicada que ela tem com a mãe e também com o pai que abandonou a casa. Os traumas familiares são gigantes, porém a jovem tenta de maneira singular tirar o melhor das situações mais sombrias possíveis. Um verdadeiro convite para a dança da realidade de muitas famílias e Júlia dança muitíssimo bem driblando os percalços da vida. Eu recebi a obra em parceria com o Submarino (Clube do Livro).

A escritora Aline Bei possui uma escrita diferente de tudo o que eu já li. A narrativa é poética, forte, empoderada e em forma de versos que leva o leitor a viajar entre as letras. Simplesmente, incrível!

“Eu me chamo Júlia Manjuba Terra e não acredito no amor. Se eu pudesse escolher, gostaria de me transformar em uma música, porque além de bonita ela desaparece quando alguém desliga o rádio.”

A história é narrada pela protagonista Júlia e muito tocante sentir o que ela passa desde pequena. Por várias vezes senti ranço dos pais dela, mas consegui compreender que o ambiente no qual estavam inseridos era propício para tais ações.

É interessante que Bei amadureceu a personagem tão naturalmente e com uma leveza diante dos temas densos abordados, que encheu o meu coração.

Aline Bei nasceu em São Paulo, em 1987. É formada em letras pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e em artes cênicas pelo teatro-escola Célia Helena. Seu romance de estreia, O peso do pássaro morto (2017), foi vencedor do prêmio São Paulo de Literatura e do prêmio Toca, além de finalista do Prêmio Rio de Literatura. Pequena coreografia do adeus é seu segundo livro.

“Me sentia um verdadeiro Pêndulo: ora caminhando
solenemente para a presença materna, ora fugindo
de qualquer possibilidade de mãe.”

Os personagens foram muito bem construídos, as cenas bem detalhadas, a linguagem muito representativa e uma aula de autoconhecimento.

Eu indico a obra para todos os tipos de leitores e te pergunto: Como está a sua coreografia da vida?



09 dezembro 2021

[RESENHA] O Exorcismo da Minha Melhor Amiga | @gradyhendrix | @intrinseca | Páginas: 320 | Ano: 2021 | Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

 

A obra “O Exorcismo da Minha Melhor Amiga” nos conta a história das jovens Abby e Gretchen. Elas são melhores amigas e cursam o ensino médio em uma escola católica, mas são meninas populares que idolatram Madonna e odeiam os pais. O ano é o de 1988 e após experimentarem alucinógenos, Gretchen, some e retorna totalmente esquisita, bizarra eu diria. Preocupada com o estado da amiga, Abby, realiza investigações e coloca a sua própria vida em risco. Será que a amizade das jovens será forte o suficiente para enfrentar todo o terror que está por rolar?

O escritor Grady Hendrix criou uma narrativa riquíssima de detalhes, fluida, intensa e uniu terror com o humor de uma forma genial. Foi uma verdadeira jogada de mestre, pois casou perfeitamente personagens, ambientação, ação, cenas e escrita.

As temáticas abordadas na obra são densas, mas o verdadeiro pano de fundo é a amizade. Alguns temas que encontramos são: anorexia, possessão, relações familiares, status social, machismo, ocultismo, drog*s e amizade.

Os capítulos se iniciam com uma imagem de fita cassete com músicas referências dos anos 80 e na narrativa temos grandes filmes que marcaram gerações. Muitas das músicas citadas marcaram o começo da minha adolescência e foi muito bom poder recordar.

Por mais nojentas (horror escatológico) de algumas cenas a história possui um humor maravilhoso. É muito engraçada!

Hendrix nos surpreende por toda a narrativa e estou doida para saber como será a adaptação pela Amazon Studios.

“Gretchen estava com frio. Gretchen estava cansada. Gretchen tinha passado a noite inteira sozinha na mata. Elas se encontrariam mais tarde, disse Abby.”

Grady Hendrix é um premiado escritor e roteirista, autor de obras de terror como Horrorstör, We Sold Our Souls e dos best-sellers do New York Times The Southern Book Club’s Guide to Slaying Vampires e The Final Girl Support Group. O exorcismo da minha melhor amiga é sua primeira obra publicada no Brasil.

Eu super indico a obra e venha descobrir se a amizade de Abby e Gretchen sobreviveu as ciladas do demônio. Topa?



08 dezembro 2021

[RESENHA] Se eu não te vir primeiro | Eric Lindstrom | @editorarocco | @tocalivros | Duração: 07h30m53s | Narração: Paola Molinari | Ano: 2019 | Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

 


Na obra “Se eu não te vir primeiro" acompanhamos a jovem Parker. Ela perdeu a visão quando ainda era criança e precisou se adaptar à nova realidade. Agora sendo adolescente, Parker, se utiliza de algumas regras para que outras pessoas possam conviver com ela, porém a mais importante é que se a pessoa perder a confiança dela, não tem volta.

Aos 13 anos, Scott Kilpatrick era namoradinho de Parker e acabou quebrando a regra de maior importância, mas anos depois ele acaba voltando para a realidade da protagonista. Será que ela irá receber Scott de volta a sua nova realidade depois de Parker perder a pessoa que mais a protegia, seu pai?

O Audiobook de "Se eu não te vir primeiro" foi disponibilizado pela @tocalivros e novamente uma experiência sem igual, pois escutar este livro deixa o leitor super reflexivo e imerso na rotina de uma pessoa sem visão.

“As pessoas não mudam. Elas só aprendem com a experiência e se tornam atores melhores.”

O tema abordado na obra me tocou profundamente, pois eu perdi a visão do olho esquerdo na adolescência e posso perder a do olho direito a qualquer momento. E a situação não me fez frágil, vítima ou uma pobre coitada. Contrariando todas as situações eu me tornei uma mulher extremamente forte, com todos os outros sentidos aguçados e uma exímia leitora dinâmica. Leio qualquer obra no máximo em três horas. Sou orgulhosa da leitora voraz que sou e aos “ditos capacitados” que falam que demoram dias para realizar uma leitura, será que não é por comodismo?

“O silêncio que se segue é o exemplo perfeito do que eu mais odeio em ser cega: não ver como as pessoas reagem ao que digo.”

No que tange a narração do audiobook, ela foi feita pela Paola Molinari e ficou incrível, pois deu para sentir a intensidade e emoção de todas as cenas narradas. Vale super a pena e se ficou curioso para ouvir acesse
o site da Tocalivros.

A história serve para nos alertar que ser cego não é sinônimo de incapacidade. A verdadeira capacidade está arraigada no nosso interior! Leiam!