08 maio 2021

[Resenha #publi] Uma mentira (im)perfeita | @beatrizcortesoficial | @benditaeditora | Páginas: 356 | Ano: 2020 | Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️


A obra “Uma mentira (im)perfeita” aborda a história de Marina (Nina) que esta prestes a assumir a empresa do seu falecido pai, porém sua vida se encontra num verdadeiro mar de conflitos. Será que nossa personagem conseguirá encontrar o tal ponto de equilíbrio?

A escritora Beatriz Cortes (meu sobrenome) tem uma escrita fluida, gostosa de ler e que encanta o leitor pela narrativa ímpar. O prefácio muito bem escrito ficou a cargo da maravilhosa Samanta Holtz.

“Quando perdemos alguém que amamos muito, a gente também corre o risco de nos perder de quem somos.”

A personagem Marina é aventureira, porém confusa em relação ao autoconhecimento. E ela nos ensina que antes de olhar para o outro, sejamos capazes de olhar para dentro de nós. Até que ponto devemos nutrir mentiras? Nina criou um mundo à parte e já estava acreditando nas próprias mentiras. Eu amei os bilhetes que ela trocava com o vizinho do quarto ao lado, Zac. A relação deles era divertida, cômica e seria (im)perfeita se houvesse a verdade.

“Todas as minhas tentativas de relacionamento foram exatamente assim, como saltar de paraquedas e descobrir no meio do caminho que ele está com defeito: você sabe que, quando chegar ao chão, vai ser uma droga, mas a sensação de poder voar é indescritível."

Cortes nos presenteia com um epílogo arrebatador, inesperado e que aquece o coração. A mentira é imperfeita e ofusca o brilho da real felicidade. A autodescoberta e a aceitação nos leva para caminhos maravilhosos. Ama-se!

“Não adianta querer mentir sobre ter uma vida perfeita quando a única certeza humana é a imperfeição.”

Beatriz Cortes é uma autora jovem pronta para transformar suas ideias e sentimentos em páginas de livros. Psicóloga, especialista em psicologia hospitalar e terapia de luto, com 26 anos e nascida no interior do Rio de Janeiro, em meio a grande variedade de livros disponíveis no mercado, Beatriz Cortes faz parte de uma geração que se orgulha de poder contribuir para o crescimento e fortalecimento da literatura nacional.

Vocês gostaram da obra? Eu amei! ❤️



07 maio 2021

[Resenha por @folhadepolen] Faces da Pandemia: antologia | Org. Paula Barros | @editorialvpn | Páginas: 138 | 2020


 
A antologia “Faces da Pandemia” foi organizada pela @paulabarros.autora e publicada pelo Editorial Vem Pra Nárnia. Ela conta com a participação de 10 autores, contando com Paula.

Na antologia encontramos 10 histórias diferentes, mas com um pano de fundo em comum, a pandemia do Coronavírus (COVID-19). Com isso, durante a leitura o leitor conhece um pouco sobre diferentes personagens e como passaram pelo isolamento social, indo desde personagens que perderam familiares, os que estão lidando com o luto ou até mesmo personagens que contraíram o vírus.

Muitas histórias emocionam e faz com que o leitor reflita sobre o contexto atual do país, e até mesmo do mundo. Sabemos que ainda não é seguro, pois o vírus ainda está entre nós, porém os momentos vividos em 2020, com o início da pandemia, arrisco dizer que foi mais difícil e complicado para todas as pessoas, TODAS. Não adianta ter condições, quando o vírus ataca nem todo dinheiro do mundo pode salvar. Até consegue prover melhores condições, mas não cura.

"Existem vários nomes neste imenso planeta, e creio que praticamente todos os seres humanos foram atingidos, sejam eles ricos ou pobres, de todas as etnias e crenças religiosas."

A leitura de “Faces da Pandemia” é sensível e super emocionante, pois em alguns momentos fiquei super apreensivo até pelo fato de que algumas realidades tratadas na obra condizem com as de alguns conhecidos, o que me aproximou demais da leitura.

"Ainda não estava pronto para dizer adeus; não queria me lembrar do seu rosto daquele jeito triste, sabendo que no fundo, eu perdi a batalha.”

Por mais que estejamos em "momentos melhores" do que em 2020, já temos vacinas desenvolvidas no mundo todo. Sim, ainda estamos com vários problemas em relação a quantidade de vacinas que o governo não adquiriu para proteger os brasileiros. Falei isso, pois alerto que “Face da Pandemia” pode ser gatilho emocional para muitos que passaram, ou estão passando por situações retratadas na obra, sendo assim acho importante deixar esse aviso.

A pandemia não passou. Não aglomerem e usem máscaras!



06 maio 2021

[Indicação] O jardim secreto | Frances Hodgson Burnett | @autenticaeditora | Páginas: 240 | Ano: 2020


Boa noite, leitores! A minha dica de leitura hoje é a obra “O jardim secreto” da escritora britânica Frances Hodgson Burnett.

Sinopse:

No início do século XX, Mary Lennox vive na Índia com os pais, que não lhe dão afeto nem atenção. Uma epidemia de cólera mata o casal, e, seis meses depois, Mary, uma menina de 10 anos apática e sem graça, mimada, voluntariosa, que não sabe amar e não tem amigos, desembarca na Inglaterra para viver com o tio em Yorkshire, na mansão Misselthwaite, uma construção sombria e labiríntica com mais de cem quartos.

Deslocada e assustada, a menina, sem ter o que fazer, começa a explorar a mansão e seus arredores, cheios de jardins e hortas. Com a curiosidade despertada, descobre que um dos jardins estava trancado havia dez anos e a chave, enterrada não se sabia onde: o tio proibira a entrada de qualquer pessoa. Mary acaba ficando amiga do velho jardineiro e de um passarinho especial, um pintarroxo, que a leva até a chave. E ela pode, finalmente, entrar no jardim.

A narrativa é fluente, e o leitor fica preso à história, ansioso por saber o que vai acontecer. Traz também uma visão extremamente positiva e rica do contato com a terra, da vida simples e dos valores essenciais das pessoas do campo. Impossível não se apaixonar pelas personagens e pela história, publicada em 1911, que faz rir, chorar, sonhar.

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“— Eu roubei um jardim! - disse, muito rápido. — Não é meu. Não é de ninguém. Ninguém mais quer saber dele, ninguém cuida, ninguém sequer entra lá. Talvez tudo no jardim já esteja morto.”

—❤️—
“Uma das coisas estranhas de viver no mundo e que só de vez em quando alguém tem total certeza de que irá viver para sempre, para todo o sempre.”

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“Quando Mary abriu os olhos pela manhã, foi porque uma jovem criada tinha entrado em seu quarto e feito barulho ao se ajoelhar no tapetinho à lareira para remexer as cinzas e acendê-la.”

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Um clássico lindo, forte, cheio de lições valiosas e que conquista o coração do leitor. Vocês já conheciam a obra? O que acharam?



05 maio 2021

[Resenha #publi] Até que a morte nos ampare | @eumarcosmartinz | @livrosprincipis | @editoracirandacultural | Páginas: 128 | Ano: 2021



Todas as noites quando Marcos dorme seu espírito é despertado pela Dona Morte. Em um desses dias, ele é apresentado a Rosinha, que lhe conta a sua história com o intuito de que ele a escreva em um livro.

Rosa morreu no dia do seu casamento e falar desse dia ainda é muito difícil, pois ela não se lembra de todos os fatos. Contando para Marcos é que a moça consegue assimilar e juntar todas as peças.

"Não sei se você sabe, mas alguns de nós, quando dormimos, assim que fechamos os olhos, despertam a alma."

Com apenas 128 páginas, Marcos Martinz conseguiu me conquistar completamente. Fiquei encantada com toda essa história, fluida, leve e com pitadas de humor. Ele soube falar da depressão sem deixar que a narrativa ficasse melancólica.

O autor passa uma linda mensagem de amor próprio, além de falar que precisamos confiar no tempo, pois ele cura tudo. Precisamos acreditar que as coisas irão melhorar, que essa dor vai passar.

Quero agradecer ao Martinz por suas lindas palavras, pela força que ele transmitiu em seu texto e eu tenho certeza que pode ajudar muitas pessoas.

A obra está com uma espetacular diagramação, cada detalhe se encaixa perfeitamente com a história. A capa está bela, tanto que me fez lembrar o filme “A Noiva Cadáver”. O autor e a Editora estão de parabéns por esse lindo trabalho.

"Para muitos, estar morto é puro sofrimento; já para outros, é uma grande alegria. Vocês vivos sabem curtir a vida; digamos que os habitantes daqui sabem curtir a morte."

Vocês conheciam o autor e abra? Deixa nos comentários o que acharam!