11 julho 2023

[RESENHA] Tudo o que nunca fomos: Duologia: Deixe Acontecer - Livro 1 | @alicekellen_ | @planetadelivrosbrasil | Selo: @clubeessencia | Tradução: Eliane Leal Damasceno | Páginas: 288 | Ano: 2023 | Indicação: 16+ | Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️



Um amor pode curar dores profundas? A obra “Tudo o que nunca fomos” nos apresenta Leah. Ela está de luto desde o acidente que mat0u os seus pais e se encontra em depressão profunda. Nada mais tem cor, brilho ou gosto de quero mais. Já Axel é melhor amigo do irmão mais velho de Leah. A pedido do amigo, ele concorda levar a jovem para sua casa durante alguns meses. Vocês já imaginam o que irá acontecer com esses dois morando sob o mesmo teto?

“Era como se eu não conseguisse me lembrar de como era ser feliz. “Era possível aprender?” Como andar de bicicleta. Manter o equilíbrio, segurar firme no guidão, deixar as costas retas, o olhar em frente, os pés nos pedais…E o mais importante: era o que eu queria?”

O livro inicia com um QRCode para uma Playlist maravilhosa e que complementa a obra com maestria.

Cadê os fiscais do luto? Eu já li algumas críticas sobre o fato da Leah estar nas sombras da tristeza e não querer sair da situação. As pessoas se esquecem que somos seres únicos e de tal forma reagimos durante o luto (da nossa maneira). Os seus motivos para sorrir não são os da pessoa. Pense nisso!

Leah desde a adolescência nutre um amor platônico por Axel e achei bonito ele pegando na mão dela para mostrar que ainda existe motivos para viver. Sei que não é fácil encontrar motivos para sorrir novamente, porém quando temos um ombro amigo tudo se torna menos doloroso.

Axel fica no dilema entre ser leal ao melhor amigo (irmão da Leah) e o de se entregar a paixão. Lealdade ou amor? Vocês precisarão ler!

“Vi o pânico rondando os olhos de Leah. Uma parte de mim queria fazer aquele medo desparecer imediatamente, mas a outra parte…p0rra, a outra parte se alegrou. Engoli a compaixão e ignorei a súplica silenciosa que seus lábios não chegaram a pronunciar.”

A escritora Alice Kellen terminou a obra me deixando com a sensação de estar em um penhasco andando na corda bamba.

Socorro, Deus! Eu preciso do volume 2 “Tudo o que somos juntos” com urgência.⁣

“Até então eu achava que o amor era como fósforo, que se acende de uma vez só e queima reluzente. Mas não. O amor é aquela faísca discreta que vem antes dos fogos de artifício.”⁣

Eu super indico a leitura e às vezes tudo o que nunca fomos significa mais do que pensávamos. Fica a dica!



07 julho 2023

[RESENHA] Sei que te odeio, mas…acho que te amo | @juliecastro.oficial | @novoseculoeditora |Páginas: 368 | Ano: 2023 | Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️

 

O que seria um combustível ideal para o amor? Em “Sei que te odeio, mas…acho que te amo” iremos conhecer Marina e Cristiano. Ela é uma ótima filha, excelente aluna e voluntária num convento que atende crianças surdas. Já Cristiano é órfão (estilo bad boy), egoísta, por vezes grosso e com problemas pessoais. Os jovens são acusados de vandalismo no colégio que estudam e irão precisar trabalhar juntos em uma missão. O que será que podemos esperar de duas pessoas tão diferentes trabalhando em conjunto? Confusão, combustão, risadas, romance ou uma boa interação? Leiam!

Primeiramente, eu fiquei imensamente feliz, pois a obra é ambientada no meu quadradinho amado (Brasília), com ar seco e da poeira de agosto.

A escritora Julie Castro construiu uma narrativa ímpar, com personagens marcantes, temas densos, com uma dose de humor na medida certa, representatividade e fluidez.

" - Você bem que podia usar seus talentos pra coisas construtivas, né? - ela critica sem que possa se conter. Repreendê-lo é tão automático quanto ele a provocar."

Não é nada fácil a convivência de Marina e Cristiano (enemies to lovers), porém ela nos rende boas risadas. Também tem um segredo que abala Marina e o rapaz precisará sair de sua bolha pessoal para ajudar a moça. Os personagens secundários são necessários para o desenrolar da trama e confesso que no princípio não gostei da Joana, porém depois a compreendi melhor.

"Eu quis acreditar que esta casca em que você se esconde pudesse ser rompida... mas não, ela não pode, porque você simplesmente não quer. Eu acredito, sim, que precisamos dos outros pra sermos felizes. Acha que isso faz de mim uma pessoa tola?"

O fato de Marina ser engajada com trabalhos voluntários na Associação de crianças surdas e falar LIBRAS me encantou. São poucos os livros que abordam essa temática e outras citadas na história.

Por fim, Julie aqueceu o meu coração e já quero mais livros sobre os outros personagens. Super indico a leitura e por mais que seja uma história com adolescentes, os temas abordados são fortes e que impactam a vida dos personagens. Talvez possa impactar a sua também! Você já tem a resposta para a minha pergunta inicial? Aguardo!



[INDICAÇÃO] É assim que acaba | @colleenhoover | @galerarecord | Páginas: 396 | Ano: 2023 | Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️+💕



Boa noite, leitores! Eu já havia lido a versão brochura da obra “É assim que acaba” da Colleen Hoover, porém o Grupo Editorial Record me presenteou com a edição exclusiva de colecionador e é impossível não ficar apaixonada diante dessa lindeza!

Sinopse:

Lily nem sempre teve uma vida fácil, mas isso nunca a impediu de trabalhar arduamente para conquistar a vida tão sonhada. Ela percorreu um longo caminho desde a infância, em uma cidadezinha no Maine: se formou em marketing, se mudou para Boston e abriu a própria loja. Então, quando se sente atraída por um lindo neurocirurgião chamado Ryle Kincaid, tudo parece perfeito demais para ser verdade.

Ryle é confiante, obstinado, quem sabe até um pouco arrogante. Mas também é sensível, brilhante e se sente atraído por Lily. Porém, sua grande aversão a relacionamentos é perturbadora.

Mas quando Atlas, seu primeiro amor, reaparece de repente, Lily não consegue tirá-lo da cabeça , assim como a ligação com o passado que deixou para trás. E sobrecarregada com as questões sobre seu novo relacionamento, tudo que Lily construiu com Ryle fica em risco.

Com um livro ousado e extremamente pessoal, Colleen Hoover conta uma história arrasadora, mas também inovadora. Uma narrativa inesquecível sobre um amor que custa caro demais.

—💕—

A obra-prima de Hoover é fenômeno editorial com mais de 2 milhões de exemplares vendidos no Brasil. A edição exclusiva é em capa dura, com pintura lateral e conteúdo exclusivo (entrevista inédita com a autora e sua irmã e fotos do acervo da família).

“Todo mundo erra. O que determina o caráter de uma pessoa não são os erros cometidos. É como ela usa esses erros e os transforma em aprendizados, não em desculpas.”

Obrigada Grupo Editorial Record e Galera Record por esse belíssimo presente!

Colleen Hoover tem o grande dom de destruir o coração dos leitores. Ela já destruiu o seu? Me conta nos comentários!



01 julho 2023

[RESENHA] Coisas que não quero saber: uma resposta ao ensaio “Por que escrevo”, de George Orwell | Deborah Levy| @autentica.contemporanea | Tradução: Celina Portocarrero e Rogério Bettoni | Páginas: 102 | Ano: 2023 | Nota: ⭐️⭐️⭐️⭐️⭐️



A obra “Coisas que não quero saber” é uma resposta ao ensaio “Por que escrevo”, de George Orwell. O livro é dividido em quatro ensaios: Objetivo político, Impulso histórico, Puro egoísmo e Entusiasmo estético. Encontramos emoção, percebemos que de fato o silêncio fala mais do que mil palavras proferidas e o poder curador da escrita.

A escritora Deborah Levy é sul-africana radicada em Londres. Ela foi indicada três vezes ao Booker Prize e esse livro foi ganhador do Prix Femina Étranger 2020. Levy é singular e os seus relatos são um presente para o leitor, um grito interno libertador e com muita perspicácia. George Orwell se renderia aos pés de Deborah!

“O boneco de neve me diz: Seu pai vai ser jogado numa masmorra e depois t0rturad0, ele vai gritar a noite toda e você nunca mais vai vê-lo de novo.”

Levy reflete e também nos leva a várias reflexões, como o poder da fala feminina, o poder da escrita na luta contra a segregação racial, a imposição do silêncio, a necessidade de pertencimento, o resgate da infância, revisitar lugares e o amadurecimento.

“Eu não sabia como colocar meu trabalho e meus escritos no mundo. Eu não sabia como abrir a janela como uma laranja. Quando muito, a janela tinha se fechado em cima da minha língua, como uma guilhotina. Se aquela era minha realidade, eu não sabia o que fazer com ela.”

Essas memórias autobibliográficas são marcantes, vividas e de uma força impressionante. Elas emocionam e ecoam como um verdadeiro poema de amor em prol da literatura.

“Eu tinha dito ao chinês dono do armazém que, para me tornar escritora, precisei aprender a interromper, a projetar minha voz, a falar um pouco mais alto, e depois mais alto, e depois a simplesmente usar minha própria voz, que não é nada alta.”

Não é fácil encontrar o tom de voz ideal para ser ouvida, porém é extremamente necessário tocar a ferida das coisas que não queremos saber e fazer tudo diferente. Olhe além da vidraça!