02 novembro 2020

[Resenha] Bruxa da Noite (Trilogia Primos O'Dwyer) | Nora Roberts | Arqueiro

Em 1263, Sorcha, mais conhecida como a bruxa da noite, era perseguida por um terrível demônio, Cabhan. Quando está prestes a padecer, ela divide parte do seu poder para os seus três filhos, com a promessa que eles e seus guardiões um dia derrotariam Cabhan.

No dias atuais, Iona Sheehan chega à Irlanda com a esperança de construir um lar e conhecer melhor seus parentes distantes e a verdade sobre o seu sangue. Desde criança sua avó sempre lhe contava histórias sobre o seus antepassados e sobre o seu poder.
Descendente de Teagan, filha mais nova da famosa Bruxa Sorcha, Iona tem afinidades com cavalos e em seu sangue corre o poder da Bruxa da Noite.

Essa viagem vai lhe proporcionar muito amor, aventura e conhecimento, mas também muito perigo. O mal está a solta, e ele quer para si o poder de Iona.

Eu nunca havia lido uma obra da autora. Nora Roberts estava na minha lista de autores que eu precisava ler com urgência. Eu não sei se fiz a melhor escolha do livro, mas no geral gostei bastante da escrita da autora.

A Bruxa da Noite tem uma mistura de romance e fantasia. A leitura é muito leve, assim ela se encaixa perfeitamente na categoria Sessão da Tarde. Como eu sou mais do estilo sangue e aventura, queria que tivesse mais ação, porém entendo que esse não foi o objetivo da obra. Acho que criei uma expectativa alta sobre a fantasia quando na verdade o livro é mais um romance água com açúcar.

Esse volume 1 da trilogia vai focar na Iona e seu par romântico, Boyle McGrath, e o seu treinamento de magia para deter o Cabhan. Também veremos ela criando laços com seus primos distantes e, enfim tendo amor e se sentindo em casa.

Eleanor Marie Robertson começou a escrever em fevereiro de 1978 quando ficou presa com seus filhos em uma nevasca. Ela já escreveu sob psedônimos como Sarah Hardesty, Jill March e J.D. Robb.
É uma autora de best-sellers românticos e foi a primeira mulher a figurar na Galeria da Fama dos Escritores Românticos dos Estados Unidos.

Eu gostaria muito de saber se vocês já leram essa obra e o que acharam da história. Não vi nenhuma resenha dessa obra e eu queria muito ver outras opiniões. Me indiquem nos comentários a obra da autora que vocês amam de paixão.

31 outubro 2020

[Resenha] Malorie (Caixa de Pássaros #2) | Josh Malerman | Intrínseca


A obra “Malorie” é a sequência de Caixa de Pássaros e aborda a história depois de 12 anos desde que Malorie e seus filhos atravessaram o rio com vendas. Ainda é uma regra manter os olhos vendados e as explicações permanecem nulas, porém novas descobertas pode mudar todo o rumo dos acontecimentos. Será que Malorie permanecerá com os olhos vendados ou irá em busca de novos horizontes? Leiam!

Josh Malerman na obra Caixa de Pássaros criou uma “Coisa” monstruosa e que ninguém poderia olhar sem ter consequências sem volta. Muitas pessoas não conseguiram entender a proposta do livro e li muitas críticas sobre, entretanto, eu entendi perfeitamente o pensamento do autor e achei incrível a ideia.

Em Malorie, tudo que ela faz é no instinto de sobrevivência própria e de seus filhos. Mas até quando não abram os olhos será a palavra da vez? Malorie descobre que pessoas que ela considerava mortas talvez estejam vivas, porém descobre coisas horríveis, monstruosas e muito perigosas.

“Você pode fazer tudo o que puder para evitar o novo mundo, mas, de um modo ou de outro, em breve ele vai bater à sua porta."

Eu amei o paralelo que Malerman faz da obra com o mundo atual, pois ele utiliza várias metáforas e muitos não compreendem o que de fato ele quer passar. O existir da esperança na obra é a esperança que nutro diariamente para a nossa sociedade.

Os filhos de Malorie cresceram e é possível ver a diferença entre eles. Olympia é mediadora e tenta controlar a situação. Tom é questionador, explosivo e desobediente. Muitas reviravoltas o leitor pode esperar da obra e lendo com a mente aberta a experiência se torna ainda melhor.

"As criaturas podem ser monstros, mas, como evidenciado por sua mãe e pela vida que ela considerou adequada para você, essas coisas terríveis não são o problema. O homem é a criatura a ser temida."

Por fim, eu gostei da obra, tracei paralelos incríveis e a jornada de Malorie e seus filhos meio ao caos é bem instigante de acompanhar. Leitor,  darei uma dica: ABRA BEM OS OLHOS!






29 outubro 2020

[Indicação] O Amor Não Dói | Anahy D'Amico | Planeta de Livros (Selo: Paidós)


Boa noite, amados! Hoje venho indicar a obra “O amor não dói” da escritora Anahy D’Amico!

Um livro lindo que nos ensina muito sobre amor próprio e que na frase a seguir diz tudo que precisamos ler: “Não podemos nos acostumar com nada que machuca.”

Sinopse:
Mais uma vez, você foi dormir chorando. Ou ficou no telefone com uma amiga, ouvindo-a repassar, ato a ato, uma briga que se repete toda semana. Mais uma vez, você pensou: vou terminar. De manhã, porém, repensou: ele não é uma pessoa ruim, só é muito nervoso. Ele me ama tanto, apesar de ter esse gênio forte. Ele explode... E eu também não sou flor que se cheire. Sei que não sou fácil. Quantas vezes essas ponderações passaram pela sua cabeça? Quantas vezes você ouviu essas frases durante uma conversa com outras mulheres, na qual todas desabafam sobre as coisas que “todo homem faz”? Isso faz sentido pra você? Então, vamos direto ao ponto? O AMOR NÃO DÓI!O amor não foi feito para doer. O amor deve ser um refúgio e não uma prisão. E isso é algo que vou repetir muitas vezes neste livro, porque você precisa não apenas entender essa mensagem, mas absorvê-la e se tornar uma embaixadora dela.Acompanhe-me nessa jornada de autoconhecimento e na busca para ajudar as mulheres a se livrarem de um relacionamento ruim, abusivo e tóxico. Aprenda a ouvir o coração e a conferir aos relacionamentos valor, independência e liberdade.

Resenha no ig @chihiro_literary Passa lá e confira minha opinião! Não se esqueça que você é responsável pela sua felicidade e nunca terceiros!

27 outubro 2020

[Resenha] O Pqueno Príncipe | Antoine De Saint-Exupéry | Faro Editorial

A obra começa com a infância do narrador-personagem Saint-Exupéry relatando a frustração em relação aos seus desenhos perante os adultos que não compreendiam o que ele desenhava e se tornava cansativo tentar explica-los. Ele se torna um grande aviador, conhece muitas cidades e pessoas até o seu monomotor dar uma pane e cair no Deserto do Saara. Havia abandonado os desenhos até que conheceu O Pequeno Príncipe que não só pediu que ele desenhasse como compreendeu o significado de cada um.

Ele nos conta sobre a chegada do Pequeno Príncipe a Terra, seu planeta, o asteroide B 612, sua Rosa, viagens a outros reinos e na essência de cada aprendizagem adquirida do jovem Príncipe. O Pequeno Príncipe começou a viajar pelos asteroides para procurar uma ocupação e conhecimento. O primeiro era habitado por um rei mandão, o segundo era habitado por um vaidoso, o terceiro era um beberrão, o quarto um homem de negócios, o quinto por um acendedor de candeeiro, o sexto por um velho senhor e o sétimo, a Terra.

“Só se conhece as coisas que se cativa, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer nada. Eles compram as coisas prontas dos mercadores. Mas como não existem mercadores de amigos, os homens não têm mais amigos. Se você quer um amigo, me domestique!”.

O Pequeno Príncipe é um clássico da literatura mundial e nos conduz a exercer reflexões filosóficas, faz um doce passeio na nossa infância e nos faz rever valores. Pode ser usado como complementos de leitura na escola, assim, como leitura familiar, resgatando valores perdidos ou não compreendidos.

O livro tem uma narrativa agradável e envolvente e perpassa por várias áreas, como: cálculos, geografia, astronomia, política e outras. Remete-nos a nossa infância e faz os adultos encontrarem a criança perdida dentro de cada um de nós. As lições dadas são primordiais para o nosso crescimento enquanto pessoa. São lições valiosas e que atingem direto o coração.

O autor Antoine de Saint-Exupéry (1900-1944) foi um escritor, ilustrador e piloto francês. Serviu durante a Segunda Guerra Mundial e faleceu durante uma missão de reconhecimento. Escreveu diversas obras e artigos discorrendo sobre a guerra e a aviação. Os destroços de seu avião foram localizados em 2004, mas seu corpo nunca foi encontrado.

Por fim, as aquarelas são lindas, a capa maravilhosa e a diagramação de boa qualidade. Indico a obra para todos aqueles que desejam conhecer lições simples, porém como uma grande carga emocional. Mostra o amor nas coisas simples da vida, a amizade verdadeira, espirito de equipe e a lealdade.

" O verdadeiro amor nunca se desgasta. Quanto mais se dá mais se tem."