A antologia “Hotel Norwood” foi organizada pelo Rafael Porfirio com muita maestria. Ela nos conta a história de um Hotel que carrega a fama de ser mal-assombrado e te pergunto: Você teria coragem de se hospedar nele?
Eu achei bem interessante a construção dos contos, as ilustrações estão bem interessantes e a diagramação de excelente qualidade. Os autores participantes são: Rafael Porfirio, Indy Sales, Lua Olliveira, Paloma Garcia, Allan Azevedo, NB. Brun, Gisele Wommer, Denise Lopes Trindade, J. C. Willians e Pedro Prado.
“Então sentiu a pressão sobre suas pernas como se alguém estivesse sobre ela. Abriu os olhos, sua garganta estava fechada pelo medo, em cima dela tinha um homem de cabelos longos e olhos insanos. Tentou gritar, mas as palavras estavam presas como se ele a estivesse estrangulando mesmo sem tocá-la.”
Todos os contos são bons, mas o meu preferido é “Ruth” do escritor Rafael Porfirio, pois a narrativa é densa, sombria e muito bem escrita. Cheguei a sentir uns arrepios ou será que foi psicológico?
“Naquela noite eu ouvi desespero nos corredores do Hotel Norwood, estava apavorada e presa, sem saber o que acontecia até que perdi a consciência.”
Por fim, para quem gosta de histórias de terror, suspense e com uma pegada sobrenatural é indicado a antologia.
“Fiquei assustado, mas não me mexi e foi quando ela avançou em minha direção, vi seus olhos vermelhos e seus braços rapidamente me seguraram com força e nem deu tempo de me afastar, ela me abraçou de uma forma bruta inicialmente, mas depois começou a me beijar no pescoço e eu gostei daquilo, me envolvi com seus carinhos, me deixei levar e nos beijamos, sua boca estava com um gosto estranho, mas ao mesmo tempo era um beijo sedutor e eu não sabia se ficava ou corria dali.”
Os recortes de jornais contendo informações sobre os acontecimentos no Hotel são sensacionais e completam a obra.
Você conhecia a obra? Pegue a chave do quarto se for capaz e faça o seu check-in rumo a leitura!
Na obra “Clube do Abacate" acompanhamos os irmãos, Juju e Deco, que vivem em uma família mais que perfeita, segundo a inocência infantil de ambos. Juju é a irmã mais velha e muito mimada pela família. Ela não entende o fato de ser tratada diferente por ser mulher, ao contrário do irmão, que não se encaixa no padrão masculino que a “dita sociedade” impõe, como o fato de não gostar de futebol, por exemplo. O rapaz é cobrado sempre pela família para cuidar de sua irmã, carregando esse peso.
"Regra número 2: os integrantes do clube devem estar prontos para proteger e ajudar os outros integrantes sempre que preciso."
O livro “Clube do Abacate" possui uma capa que a primeira vista pode enganar o leitor, pois é uma capa linda e fofa, mas que carrega uma história tensa que fala sobre temáticas como: diferença racial, machismo preconceitos, racismo, desigualdade social e outros.
Mariana Torres escreveu uma história que leva o leitor a refletir sobre a sociedade como um todo, no momento que acompanhamos Juju e Deco.
"Era uma pena que perdia tanto tempo pensando em controlar o futuro, em vez de aproveitar o presente."
Os personagens são bem construídos, a narrativa ímpar, ambientação tão gostosa que remete a infância de muitos leitores e lições reflexivas importantes.
A obra é fluída, por mais que traga temas mais profundos, a autora deixa o leitor vidrado na narrativa.
"Regra número 5: independente do que acontecer, os integrantes do Clube do Abacate irão se reunir na casa de árvore para a vida toda."
A leitura do “Clube do Abacate” foi realizada coletivamente e organizada
pela @lcagcomunicacao.
Você gostou das temáticas abordadas no livro? Me conta qual foi o seu quote preferido!
Boa noite, amores! Hoje a minha indicação é a obra “Arsène Lupin e o mistério de Barre-y-va” do escritor Maurice Leblanc. Esta edição foi publicada pela Principis.
Sinopse:
Raoul de Limézy flanava alegremente pelos bulevares, como um homem feliz que aproveitava bem a vida apenas observando os espetáculos encantadores e a alegria brejeira que Paris oferece em certos dias luminosos de abril. De porte mediano, tinha uma silhueta ao mesmo tempo esbelta e forte. Na altura dos bíceps, as mangas de seu casaco se inflavam, e o torso se impunha acima de uma cintura fina e flexível. O corte e os tons de suas roupas indicavam um homem que dá importância à escolha dos tecidos.
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“Em três minutos estarei dormindo”, disse para si mesmo. “Apenas o tempo suficiente para pensar nesta questão, sem tentar resolvê-la: que nova e excitante aventura o destino me reserva?”
“Minha irmã, primeiro. Mas ela não se lembrava muito bem, pois havia partido de Barre-y-va bem antes de mim. No entanto…”
“Inquestionavelmente. Ele me deu uma porção, que eu fui curioso o suficiente para mandar examinar. Sem dúvida, era ouro.”
“Ele se orientou por um momento, hesitou, e em seguida deu um salto prodigioso, caindo sobre uma massa negra, imóvel, que parecia uma elevação da terra. Era o homem. Estava apanhando.”
“Às nove horas eles se aventuraram do lado de fora, como uma chuva forte que se fundia com as nuvens baixas, impulsionadas pelo sopro da tempestade - uma tempestade de cataclismo que parecia plantar obstáculos para aniquilá-los.”
Uma leitura interessante, pois Lupin é extremamente inteligente, ágil, perspicaz e com habilidade manipula as pessoas com o seu poder de persuasão. Também é muito habilidoso ao usar as suas mãos.
Maurice em 1905 criou o personagem Arsène Lupin, frequentemente descrito como um homólogo francês da criação de Arthur Conan Doyle, Sherlock Holmes.
Mistério, herança, assassinato e segredos encontramos no livro. Vocês já conheciam a história?
A obra “Alice no País das Maravilhas” é um clássico e nos conta a história de uma menina que cai em um buraco de coelho e que se mete em uma aventura histórica e cheia de reviravoltas! Esta edição ilustrada lindíssima é recontada para as crianças.
As ilustrações estão maravilhosas e com uma qualidade gráfica incrível. No livro podemos conhecer Alice, o apressado coelho branco, o chapeleiro maluco, o gato sorridente, a Rainha de Copas e outros seres mágicos construídos para este Universo fantástico.
A história é enigmática, fluida e com muitos personagens malucos.
“De repente, uma criatura branca e peluda, e com uma roupa bem chique, passou por ali: o Coelho Branco levava uma luva em uma pata e um leque na outra, e pelo jeito continuava estressado.”
“Mas pelo jeito não tinha ninguém em casa: a Lebre Maluca e o Chapeleiro estavam tomando chá a uma mesa arrumada no jardim, debaixo de uma árvore. Um Rato de Campo dormia entre eles, e os dois estavam usando o coitado como ums almofada.”
“No meio dessa confusão, Alice tinha esquecido que ainda estava crescendo, e acabou derrubando o cercadinho do júri. Cada jurado caiu para um lado!”
Os personagens malucos e que me conquistaram são: o apressado Coelho Branco, o Chapeleiro Maluco, o sorridente gato Cheshire (medo dele), os gêmeos e a terrível Rainha de Copas.
Lewis escreveu a obra utilizando de muitas metáforas, charadas, desafios matemáticos e um universo a parte, meio que psicodélico.
Indico Alice por ser um clássico atemporal e que mostra para os adultos como as crianças enxergam o mundo, pois muitas vezes ele parece estar de cabeça para baixo. E as crianças se divertem!
LEWIS CARROLL (1832-1898) foi um poeta, romancista e matemático inglês. Alice no país das maravilhas é sua obra mais famosa e, de tão singular, gera inúmeras teorias sobre a sua vida, a inspiração para Alice e a criação de suas histórias.