04 junho 2021

[Resenha #publi] A Hóspede do Sheik: Parte 1 | @jaquelinemourabrasil | @coffeebookseditorial | Páginas: 208 | Ano: 2021

 

Alice Murad é jornalista e como boa profissional ela não se cala mediante aos ataques contra a sociedade. Por causa das acusações que ela faz ao governo, ela sofre diversas ameaças, chegando a ser perseguida durante a história.

"— Alice — pronunciou o diretor —, “pessoa nobre, honrada e de grande importância”. Faz jus ao nome que tem, querida."

Devido sua personalidade forte, ela é demitida e então decide, com um empurrãozinho das amigas, fazer uma viagem para um evento que ocorrerá no Oriente Médio e assim aproveitar a terra onde seu falecido pai nasceu.

“Aprendi que devemos ter equilíbrio e não sermos bem-humorados o tempo todo, nem sensuais ou introspectivos o tempo todo. É preciso ser coerente com o momento e a companhia.”

Porém, mesmo longe do Brasil, as ameaças persistem. Alice sofre uma tentativa de assassinato, mas por sorte, ou nem tanto, ela se perde no deserto depois de um passeio que deu errado. A moça é encontrada horas depois pelo Sheik Zayn Ben Avarh.

O Sheik decide cuidar dela até que as coisas se acalmem, mas o que ambos não esperavam é que no meio desse caos um sentimento surgiria entre os dois.

Jaqueline Moura construiu uma história super fluida e envolvente de ler. A primeira parte, “A hóspede do Sheik”, conta com um pouco mais de 200 páginas e pode ser lida em um único dia.

"— Sabe, Diego, se verdadeiramente gostamos de alguma coisa, melhor apenas apreciá-la viva do que possuí-la morta."

Com uma escrita singular acompanhamos uma história que não trata apenas de romance, mas fala também sobre política. No que tange a política é importante refletirmos, pois estamos enfrentando vários problemas de ordem pública e retaliação contra a imprensa.

No segundo volume encontraremos mais sobre esse lado mais político, sendo um prato cheio para quem gosta.

“Não subestime o poder que elas têm, meu filho, não subestime. Pois tanto as indevidas o poderão levar à destruição, quanto a apropriada poderá ajudá-lo a alcançar lugares inimagináveis!”

Super indico para todos os tipos de leitores. Quem já leu a obra?



03 junho 2021

[Resenha] Polina | @bastienvives | @editoranemo | Páginas: 208 | Ano: 2021



A Graphic Novel “Polina” nos conta a história da pequena Polina Ulinov que possui exímio talento para a dança. Ela é selecionada para ser treinada por Nikita Bojinski, um grande mestre conhecido pelo nível de exigência com seus alunos, ao mesmo tempo admirado e temido. O que o futuro reserva para a nossa personagem? Leiam!

O escritor e desenhista Bastien VIVÈS é um grande nome dos quadrinhos contemporâneos. Sua escrita é simples, porém as mensagens são carregadas de reflexões e ensinamentos.

“Se querem um dia se tornar dançarinas precisam ser flexíveis. Se não são flexíveis aos seis anos, serão ainda menos aos 16. A flexibilidade e a graça não se aprendem. São dons.”

A personagem Polina passa por muitas provações, dores e conflitos para conquistar a sua liberdade. Ela muda os rumos da sua vida e trilha caminhos inimagináveis.

“Você tem sua carreira, por que montaria algo de um dinossauro como eu? Isso não seria sensato. Queria que viesse trabalhar comigo e que a gente começasse a montar isso imediatamente.”

Polina é muito grata por todo o trabalho corporal e mental que seu mestre Bojinski realizou. Mesmo não concordando ou compreendendo o que Bojinski estava lhe dizendo na época, ela entendeu a genialidade dele.

“Tinha escondido seus talentos de dançarino. Guardo-os para ocasiões muito especiais.”

Bastien Vivès - nasceu em 11 de fevereiro de 1984 e ficou conhecido pelas graphic novels O gosto do cloro e, posteriormente, por Uma irmã, também publicado pela Nemo. Graduou-se em Animação pela Gobelins após estudar três anos de Design Gráfico. Iniciou sua carreira em uma oficina de quadrinhos que ajudou a fundar em Paris. Desde então publicou diversos trabalhos, vários deles aclamados pela crítica. Um desenhista em plena evolução.

Eu indico a HQ para os amantes de quadrinhos e de histórias de conquistas. Vocês já conheciam?



02 junho 2021

[Resenha] Faça o amor ser fácil | @thamireshauch | @editoraopala | Páginas: 128 | Ano: 2021


A obra “Faça o amor ser fácil” aborda que crescemos acreditando que o ato de se relacionar é algo fluido, natural e intuitivo, porém quando algo muda o percurso já achamos que tem algo errado conosco ou com o próximo. Diante disso os “achismos” começam e o nosso cérebro entra em pane. O amor é uma experiência multissensorial. Calor e frio, paciência e raiva, negação e aceitação, importância e irrelevância. Se ele fosse um alimento, certamente teria um sabor agridoce. Vocês não acham?

A escritora Thamires Hauch possui uma linguagem fluida, simples e com primorosos ensinamentos. Hauch consegue acalmar os ânimos, destruir os medos e tornar o amor fácil de ser vivido.

“A dificuldade não está em confiar no outro, mas em si. Ninguém te torna inseguro. Afloram sua insegurança. Em caso de pânico, lembre-se que pode sempre optar pelo medo ou pelo amor, pelo vou ou deixo que se vá.”

A vida não é um conto de fadas e precisamos de maturidade, inteligência emocional, autoconhecimento e amor-próprio para lidarmos com todos os problemas.

“Muitas vezes, as faltas, a indisponibilidade e a não correspondência que somos capazes de sentir a respeito do outro são mascaradas pelo nosso simples desejo de que aquilo não seja verdade.”

Super indico a obra para todos os tipos de leitores para que possam compreender a essência do amor, o mistério da linguagem a dois e a jornada do autoconhecimento.

“Desenvolver a autonomia e a independência emocional não significa egoísmo, tão pouco desamor. Isso é autocuidado; isso é saúde emocional.”

Thamires Hauch, 27 anos, carioca, escritora, terapeuta, caminhante incansável no processo do autoconhecimento.

Entre textos e vídeos compartilhados com mais de 1 milhão de pessoas em sua página no Instagram, Thamires aborda temas como amor-próprio, relacionamento e empoderamento feminino - com humor, quando o assunto permite; com seriedade sempre que necessário - seu olhar é todo voltado para o reconhecimento do valor das mulheres em situações do cotidiano.

Ação literária foi organizada pela @lcagcomunicacao. Obrigada pelo convite!



01 junho 2021

[Resenha #publi] A menina das histórias| Lucy Maud Montgomery | @livrosprincipis | Páginas: 288 | Ano: 2021



Quando a firma do pai de Felix e Bev o envia para trabalhar em outro país, eles precisam ir morar na ilha do Príncipe Edward, com os seus tios. Eles estão loucos para conhecer os locais das histórias que o pai tanto contava e também para conhecer a sua prima, a Menina das Histórias.

"Estávamos entusiasmados com a ideia de ver a antiga casa de papai e viver nos lugares de sua infância. Ele nos falara tanto sobre ela e descrever os locais com tanta frequência e tão minuciosamente que acabara por nos contagiar com a sua profunda afeição pelo lugar."

Classificaria este livro como extremamente fofo. É um dos livros mais leves que eu já li. Os personagens são cativantes e cada um com a sua singularidade. Me senti conquistada por tudo nessa história. O cenário é lindo demais, tanto que fiquei desejando morar em uma ilha, e deitar debaixo de uma árvore do pomar.

Sara Stanley, a menina das histórias, tem o dom da palavra. Quando ela começa a contar as suas histórias, todos ficam vidrados em cada detalhe. Os contos são de todos os gêneros, mas sempre causam sentimentos de fascínio.

"Tínhamos Felicity para o deleite dos nossos olhos, a Menina das Histórias para prazer dos nossos ouvidos, Cecily para nos admirar, e Dan e Peter para nos acompanhar em nossas brincadeiras. E mais dois meninos sensatos poderiam desejar?"

Eu demorei um tempo para entender que todos na ilha eram parentes. Mas também a família é enorme, e são muitos nomes para decorar. Na narrativa não tem tantos acontecimentos, ela fica focada nas crianças e nas histórias. Mesmo parecendo um pouco mais infantil eu amei a leitura.

Sou fascinada pelas histórias de Montgomery, pois ela consegue transmitir paz e calma. Todas as obras dela que eu leio já sei que irei me encantar, sorrir e super indicar. Creio que todos deveriam conhecer suas obras.

Lucy Maud Montgomery foi uma autora canadense mais conhecida por uma série de romances que começou em 1908 com Anne of Green Gables.

O livro foi um sucesso imediato. A personagem-título, a órfã Anne Shirley, tornou Montgomery famosa em sua vida e lhe deu seguidores internacionais.

A obra foi lida coletivamente no mês de maio pelo @clubeliterarioferavellar e a experiência foi riquíssima. Obrigada @livrosprincipis pelo carinho e por publicar obras primorosas.

Vocês já conheciam as obras da escritora?