04 março 2021

[Indicação] A Garota que lê no metrô | Christine Féret-Fleury | @edvalentina | Páginas: 160 |


Boa noite, queridos! Hoje venho indicar a obra “A Garota que lê no metrô” publicada pela Editora Valentina.

Sinopse:

As viagens de metrô para o trabalho, típicas da rotina, possibilitam que Juliette observe sempre os mesmos passageiros e os livros que cada um lê. Todos têm suas particularidades, como a idosa que folheia um livro italiano de culinária e sorri diante de algumas receitas ou a garota que lê romances e sempre derrama minúsculas lágrimas quando chega à página 247. "Por que a página 247?", pergunta-se Juliette. Ela observa todos com curiosidade e ternura, como se as leituras e paixões alheias pudessem colorir sua vida tão monótona e previsível. Certo dia, a jovem decide romper com a rotina e usufruir o prazer de percorrer as ruas a pé, observando o formato das nuvens, com o olhar em busca do novo. E esse desvio mudará completamente a sua vida, graças ao iraniano Soliman e sua pequenina filha Zaïde. Todas as citações literárias de "A garota que lê no metrô" são referidas no fim da obra. Assim, o leitor poderá aprofundar-se neste rico universo narrativo.

“— Nada é encorajador na vida. Cabe a nós buscarmos encorajamento onde os nossos olhos, ou o nosso entusiasmo, a nossa paixão, a nossa... ora, onde qualquer coisa seja capaz de descobrir esses encorajamentos.”

“O que acontece na página 247?” Passa-se um tempo; ele parece refletir em busca da resposta. Ou talvez busque uma recordação. Em seguida, diz: “Na página 247, tudo parece perdido.”

“Dezessete. Contou-os um a um. Segurou-os, sentindo o peso, folheando as páginas. Cheirou as dobras de papel, pescando aqui e acolá frases, parágrafos por vezes incompletos, palavras apetitosas como bombons ou cortantes como laminas.”

“Para formar um mundo... tudo é necessário — diz, com placidez. — Até mesmo um mundo de livros.”

Eu não sou usuária do transporte público, porém acho riquíssimas essas possíveis trocas e observações! Vocês observam essas coisas? Olham a capa e tentam descobrir qual é o título? Deixem nos comentários, pois estou curiosa para saber!


03 março 2021

[Resenha por @folhadepolen] Filha da Máfia | @arethavguedes | Independente | Páginas: 592 | Ano: 2021


A resenha de hoje é do livro “Filha da Máfia” da autora Aretha V. Guedes. Na primeira parte da obra vamos acompanhar a história de Danielle Baggio, uma moça que, aos olhos dos outros, possui uma vida perfeita, empresária, casada com Roman Baggio e que possui tudo que quer, porém o que não sabem é que por trás desse mundo existe uma mulher que precisou desde criança ser forte, graças a um trauma que sofrera.

"A mim, sempre fora designado um papel: filha, esposa, empresária, filantropa, socialite, laranja, traficante."

Seu casamento não ia bem, pois ela não imaginava que o marido poderia ser tão violento. Um acontecimento que quase termina na morte de Dani faz com que ela precise tomar as rédeas de sua vida. E é na segunda parte da história que vamos ver uma Danielle poderosa e fria.

A narrativa leva o leitor a loucura de tão boa que é. A história fala sobre máfia e com ela suas aventuras, no caso violência e tiros podem ser encontrados ao longo das páginas.

A obra “Filha da Máfia” conseguiu me prender, especialmente na segunda parte da história, onde vemos uma protagonista mais poderosa e dona de si. A escrita da Aretha é tão envolvente que as horas passaram rápido e nem me dava conta.

"— Se uma pessoa te faz chorar, não se apaixone por ela. O amor não deveria vir acompanhado de lágrimas."

Realmente, uma obra intrigante. A autora conseguiu deixar um suspense no ar, o que leva o leitor ficar super curioso com o desenrolar da narrativa. Super indico a leitura!

E vocês já leram “Filha da Máfia”? Conhecem a autora Aretha V. Guedes?

ALERTA DE GATILHO: Este livro contém cenas de violência contra homens e mulheres. Não recomendado para menores de 18 anos e/ou pessoas sensíveis ao tema.



01 março 2021

[Resenha] Leopardo negro, lobo vermelho | Marlon James | Intrínseca | Páginas: 784 | Ano: 2021


A obra “Leopardo negro, lobo vermelho” nos conta a história do Rastreador, com um faro infalível ele aceita a missão de localizar o possível herdeiro legítimo do trono de um império. Na busca pelo menino, o Rastreador passa por cidades ancestrais, desbrava rios e florestas, imerge em culturas e costumes, vivência lendas e mitos, enfrenta todos os tipos de perigos como: demônios, bruxas, necromantes e feiticeiros. Ele gosta de caçar sozinho, porém decide ir contra seus princípios e se junta a um grupo heterogêneo, composto por personagens fantásticos, entre eles o metamorfo (metade homem, metade Leopardo). Você está preparado para uma viagem fantástica ao mundo da mitologia africana?

Primeiramente, o escritor Marlon James revolucionou e reinventou o gênero fantasia, pois nunca li algo parecido. Percebi que a obra dividiu opiniões e realmente não é um livro fácil de ser lido, mas o Universo criado por James é único. A narrativa é composta de inúmeros personagens, nomes complicados e referências múltiplas como as de Gabriel Garcia Márquez. Simplesmente, amei o Mundo construído e a jornada em uma África pré-colonial.

“Algo leve acertou minha cabeça, e alguém deu uma risadinha. Uma pelota acertou minha cabeça e ricocheteou, mas não a ouvi bater no chão. Outra acertou meu braço e também ricocheteou, com muita força, sem produzir som. Muita força. O chão parecia limpo. Eu peguei a terceira bem quando ela ia acertar meu braço direito. A criança riu mais uma vez.”


O Rastreador, durante sua jornada faz inúmeros questionamentos e, tenta entender os limites entre a verdade/mentira, ambição/poder e qual o real preço pago por tamanha ambição. O ponto negativo encontrado foi durante alguns diálogos, pois tive que voltar a leitura para entender qual personagem estava responsável por determinada fala.


“Dentro do quarto do Leopardo, apenas um suave vestígio. Se eu quisesse, eu poderia fungar bem os tapetes, mais profundo que as fezes e o esperma e o suor, dele e do menino, e saber para onde eles foram e para onde iriam. Mas a verdade é a seguinte: eu não me importava.”

A tradução feita por André Czarnobai está excelente, a capa dura belíssima bem colorida e expressiva, o tamanho da fonte ideal para uma boa leitura, diagramação maravilhosa, mapas ilustrativos perfeitos e corte trilateral em rosa. Uma das obras mais bonitas que a Intrínseca publicou nos últimos tempos.

“Fiquei me perguntando se, algum dia, eu pararia para pensar naqueles anos, e eu sabia que não o faria, pois eu tentaria encontrar algum sentido, alguma trama, ou até mesmo algum motivo por trás de cada coisa, da mesma maneira que eu via acontecer nas grandes histórias.”

Marlon James nasceu na Jamaica em 1970. É autor do best-seller do The New York Times Breve história de sete assassinatos ― livro vencedor do Man Booker Prize em 2015 ― e de outros títulos como The Book of Night Women e John Crow’s Devil. Atualmente se divide entre as residências em Minnesota e Nova York.



[Indicação] Lembranças de um amor | Flávia Matos | @grupoeditorialcoerencia | Páginas: 388 | Ano: 2020



Boa tarde, leitores! Hoje indico a obra da escritora Flávia Matos “Lembranças de um amor”! Vocês já conheciam?

Sinopse:

QUANDO O DESEJO FALA MAIS ALTO QUE O STATUS, A REALIZAÇÃO É FAVORÁVEL?
Lárissa é uma jovem determinada e quer seguir seus sonhos além dos da própria família, que trabalha no ramo da moda. Depois de inúmeras perdas e recomeços inesperados, ela vai perceber que sua história não é perfeita como sempre contaram.

Kléber é um jovem cheio de atitude, seguiu o caminho contrário dos pais e, como um bom pegador, nunca pensou em se apaixonar. Contudo, precisou apenas de um olhar em sua funcionária para tudo ruir e terá que lutar muito para provar que merece um voto de confiança de Lárissa.

Um dono de Laboratório e uma jovem funcionária que viverão intensamente entre a dúvida e a razão.

Ele será capaz de provar que pode amá-la?

Ela se arriscará em um relacionamento de status contraditório?
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Se você gosta de um romance sensual, envolvente e com pitadas de mistérios, leia! Até que ponto devemos quebrar as regras?