12 novembro 2018

[Resenha] Leonardo da Vinci e os sete crimes de Roma | Guillaume Prévost




“Leonardo da Vinci e os sete crimes de Roma” abrange crimes que abalam Roma e os mistérios que poderão ser desvendados com a ajuda do mestre Leonardo e do estudante de medicina Guido Sinibaldi.


A obra é um thriller eletrizante que perpassa por vários pontos como a biblioteca do Vaticano e as ruínas antigas. O assassino frio e cruel é dotado de uma grande inteligência e ao matar deixa pistas junto às vítimas. Um jogo perigoso que da Vinci e Guido desejam jogar e encontrar o criminoso quando completarem todo o quebra-cabeça. 


“Pelo contrário, a cidade voltou a fervilhar com os rumores mais insensatos, especialmente no que tangia às mutilações sofridas pelos cadáveres. Falou-se muito em canibalismo - palavra recente, que devia sua fama aos povos selvagens do Caribe -, de missas negras e de bruxaria. Várias inscrições com as palavras “Eum qui peccat, Deus castigat” floresceram aqui e ali nos muros da cidade”.


Prévost cria a história de uma forma bem interessante e por várias vezes me senti em Roma, diante dos mais variados monumentos e dentro do próprio Vaticano com todo o mistério envolto no ar. Ele ainda expõe as obras de Leonardo, pintores referências, medicina, papado, biblioteca Vaticana, autopsia, invenções, conhecimentos diversos e arquitetônicos de toda Roma.


O livro possui uma ilustração de Jacques Durvie retratando os sete crimes de uma forma bem inusitada e que foi de extrema importância para Guido entender todos os crimes e quais os próximos assassinatos ocorreria durante os próximos dias.


“O mais inquietante, no entanto, provinha do resto da gravura: aqueles membros amputados, aquele corpo jogado num buraco, aquele outro, enforcado dentro de um sino, o terceiro, estendido aos pés de uma árvore, o personagem gordo, parcialmente despido e trespassado por uma flecha... Aquele desenho maléfico era mais do que uma ameaça: o macabro programa dos crimes por vir”.


Em suma, a obra é bem detalhada e mostra que a teoria ligada à prática pode levar a perfeição. A união de Leonardo da Vinci e Guido Sinibaldi tornou o suspense e o ar de mistério totalmente intrigante. Em alguns momentos o autor nos leva a pensar que o culpado era o próprio da Vinci. E se de fato for? Leiam e descubram os segredos do Vaticano que pode colocar todo o Papado no chão, inclusive Roma.


Indico o livro para todos os amantes de suspense e thrillers, pois a narrativa é rica, os detalhes das construções e dos personagens como um todo. O mestre da Vinci com toda sua sabedoria e humildade deixa a obra leve.


08 novembro 2018

[Resenha] Amor Nas Highlands (Série Highlands #2) | Suzanne Enoch





Amor nas Highlands nos conta a história do Visconde de Maxton Graeme. Ele tem uma extensa lista de inimigos, incluindo o temido Duque de Lattimer. Com muitos problemas e inclusive financeiros, Graeme fica irritado quando seus irmãos mais novos sequestram Lady Marjorie, a irmã de Gabriel (duque protagonista do volume 1), sem dúvidas a confusão está armada.


O Visconde se vê no meio de um impasse que pode colocar em perigo não só o seu clã, assim como também a vida dele e dos irmãos. Se entregar Marjorie ao chefe do clã Maxwell, a jovem pode ser morta; se a deixar ir embora, seus irmãos poderão ser condenados. E se entregá-la ao Duque de Lattimer, Graeme é quem acabará morto.


“Nada que envolva você é simples, Sassenach. Mas não espere que eu me renda aos seus olhos de filhotinho e a esses cílios longos quando vidas estão em jogo. É melhor você se acalmar e comer alguma coisa antes que morra de fome. Mais tarde virei buscá-la. Se quiser xingar alguém quando estiver sozinha, meu nome é Maxton. Graeme Maxton”.


Sra Giswell, a acompanhante que Lady Marjorie contratou para auxiliá-la a frequentar a alta sociedade é muito chata, hehe! Compreendo que a função dela seja de transformar a jovem de fato em um Lady, mas eu a estrangularia primeiro.


Um ponto alto da história é o fato do zelo e amor que Visconde Maxton tem, pois desde jovem se torna responsável pela criação de seus três irmãos mais novos Cornell, Dùghlas e Brendan. Ele é capaz de dar sua vida para protegê-los.


Marjorie é uma mulher inteligente, determinada e linda. O seu modo de ser acaba conquistando Graeme e também a deixa totalmente confusa em relação aos seus sentimentos. A atração entre eles se torna inevitável.


"Isso também a fez pensar de novo nos beijos dele. E fez com que refletisse se continuava sendo uma prisioneira ou, se em algum momento da última hora, tinha se tornado uma colaboradora voluntária, maluca”.


A escritora Suzanne Enoch é best-seller do The New York Times e em Amor nas Highlands nos apresenta que o amor pode surgir das relações improváveis e que as guerras podem ficar em segundo plano no quesito coração.


Enoch aborda as relações familiares, lealdade, amor, romance, paixão, razão e fidelidade. O romance é construído pouco a pouco com uma sutileza impar, porém com todo o fogo quando explode. Simples e ao mesmo tempo arrebatador. 


Não poderia deixar de ressaltar, também, sobre o caçula dos Maxtons: Connell. Com 8 anos ele é uma criança linda, com um coração puro e cheio de amor ao resgatar os mais diversos e inusitados animaizinhos. Apaixonante.  


Por fim, a capa é linda, a diagramação excelente e o texto maravilhoso. Recomendo para todos que gostem de romances, guerras, relações familiares, aventura e perigo.

07 novembro 2018

[Resenha] Como não conquistar seu chefe CEO bilionário | Katherine Laccom´t


                                                     RESENHA POR KETHLYN GALDINO



Gil sempre foi uma funcionária competente e centrada, um dos motivos é por ser cristã e outro por ter um chefe gato e saber que não pode sair da linha com ele.

“Voltarei a frequentar a igreja como antes, sendo uma serva de Deus dedicada. Chega de pecados... chega de pecar! Tem pecado que é tão gostoso... mas chega de pecar.”

Diferente de outras funcionárias que foram embora por se apaixonarem por Samuel, Gilian é indiferente, ver Howser (CEO) é tão normal que ela nunca parou para admira-lo apenas como uma mulher e não com o olhar de funcionaria, mas isso estava prestes a mudar.

“Sabemos que não desfrutamos a vida quando não passamos vergonha alguma. Ou quando não sentimos medo em tempo algum. Porque viver é arriscado e, às vezes, a consequência desses ricos é se envergonhar.”


Gilian foi convocada para ir ao Brasil com a equipe do trabalho, sem pensar duas vezes seu chefe a fez ir correndo atrás das passagens e ela fez o que foi pedido, só que essa viagem não seria tão simples, a secretária recatada foi desafiada por Ryan, um dos colegas de trabalho, a ir pra cama com o CEO... e pior que o desafio foi aceito!

“O sacerdote da minha igreja vive falando que o diabo vem disfarçado e enfeitado para nos confundir.”

Com a ajuda de sua amiga Nancy, Gil teve que melhorar a sua aposta, usar roupas que valorizassem o seu corpo e subir em um salto alto elegante para conquistar seu chefe que agora começa a mexer com o seu coração.

“Samuel passa o dedo no canto de sua boca... Acho que é um código para sentir meus lábios novamente. Ainda bem que embarquei nas loucuras de Nancy, porque estou muito interessada em beijar aquela boca novamente. Passar a minha mão por aquele cor... Samuel continua a passar o dedo no canto da boca, e Nancy faz o mesmo gesto, ambos me deixando em alerta. Quando retiro a caneta da boca, vejo que a tinta vazou, passo o dedo no canto da minha boca e a mesma tinta tinge o meu dedo.”

Em meio a desastres como cair com saltos, saia rasgada e uma tentativa de atacar o chefe ao estar bêbada, nossa divertida protagonista vai nos levar a rir e se chatear com as suas ações que por vezes acabam tendo um efeito contrário ao qual era proposto.

Esse livro é aquele tipo de obra em que lemos em uma tarde para descontrair e se sentir feliz com a leitura simples e prazerosa.

Ahhh e acreditem... eu super queria mais. Juro que leria mais umas 100 páginas tranquilamente toda feliz da vida! A escrita de Katherine é fluida, simples e bem desenvolvida.

Recomendo a obra para quem curte uma comédia romântica, um clichê bem escrito e uma protagonista hilária!

17 outubro 2018

CORAÇÃO DE POETA- EM PROSA E VERSO



CORAÇÃO DE POETA- EM PROSA E VERSO


SINOPSE

Autor da letra do hino do estado do Rio de Janeiro e patrono da cadeira 42 da Academia Fluminense de Letras, Antônio José Soares de Souza Júnior foi um dos escritores brasileiros mais aplaudidos no século XIX. Atuou com sucesso em todos os ramos da literatura. Abolicionista e republicano, o escritor, jornalista, engenheiro, tradutor e funcionário público Soares de Souza Júnior defendeu o respeito aos direitos humanos em todas as dimensões, por meio de uma vasta obra literária composta por reportagens, crônicas, contos, poesias, romances-folhetins, traduções, dramas e comédias teatrais. Com o objetivo de demonstrar a sua importância literária e de começar a resgatar o seu legado, Coração de Poeta, em prosa e verso é a primeira obra já escrita especificamente sobre ele, com informações biográficas, recortes de jornais e transcrições de críticas da época (primeira parte), além de uma pequena antologia de poesias (segunda parte) e de contos (terceira parte). Trecho do livro Antônio José Soares de Souza Júnior nasceu no dia 7 de abril de 1851 em Paraíba do Sul/RJ, cidade onde iniciou suas primeiras atividades como engenheiro, poeta, teatrólogo, jornalista, educador e político. Idealismo, amor ao trabalho, retidão de caráter, sinceridade e cordialidade no trato são as principais marcas da fascinante personalidade desse escritor que se tornou um dos dramaturgos mais aplaudidos do Brasil no século XIX. Como toda a geração de poetas do século XIX no Brasil, Souza Jr. defendeu intensamente os ideais abolicionistas e republicanos. Ele teve o privilégio de presenciar e celebrar a abolição da escravatura e a proclamação da República, que representam dois momentos cruciais para a construção da sociedade brasileira. 

Sobre o autor

Marcos São Mateus Mônaco é natural de Ilhéus/BA, graduado em Administração pela Universidade Federal da Bahia, com pós-graduação em Responsabilidade Social Empresarial pela Universidade de Alcalá (Madrid/Espanha) e MBA em Gestão do Comércio Internacional (UNIFACS). Coordenou um grupo de teatro amador com adolescentes, junto à CETA (Casa de Evangelho, Trabalho e Amor), em Salvador, tendo escrito e dirigido as peças apresentadas pelo grupo. Atualmente é servidor público federal do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região/Bahia desde 1997.